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Taxas: INFLAÇÃO, REAL E APARENTE

Postado em 03/09/18
Taxas: INFLAÇÃO, REAL E APARENTE

As taxas de juros são corrigidas de acordo com os índices inflacionários referentes a um período. Isso ocorre no intuito de corrigir a desvalorização dos capitais aplicados durante uma crescente alta da inflação.

      A inflação é o aumento persistente e ge-neralizado no valor dos preços. Quando a in-flação chega a zero, dizemos que houve uma estabilidade nos preços.
O Brasil conta com diferentes índices que medem a inflação. Os principais são o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a infla-ção oficial abrange as famílias com rendimen-tos mensais entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC, que abrange as famílias com rendi-mentos mensais compreendidos entre 1 e 6 salários mínimos). Ambos são medidos pelo IBGE. Há, ainda, o Índice Geral de Preços (IGP), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

      Os rendimentos financeiros são responsá-veis pela correção de capitais investidos pe-rante uma determinada taxa de juros. Essas taxas são corrigidas pelo governo de acordo com os índices inflacionários referentes a um período. Isso ocorre no intuito de corrigir a desvalorização dos capitais aplicados durante uma crescente alta da inflação.
      Entendemos por taxa aparente o índice res-ponsável pelas operações correntes. Dizemos que a taxa real e a aparente são as mesmas quando não há incidência de índices inflacio-nários no período. Mas quando existe inflação, a taxa aparente será formada por dois fatores: um ligado à inflação e o outro, ao juro real.
      Para entendermos melhor a obtenção da taxa aparente e da taxa real de juros, vamos simular a seguinte situação:
      Um banco oferece uma aplicação na qual a taxa de juros efetiva corresponde a 38% ao ano. Admitindo que no mesmo período fora registrado uma inflação de 15%, podemos afirmar que a taxa de 38% oferecida pelo banco não foi a taxa real de remuneração do capital, mas, sim, uma taxa aparente, pois os preços nesse período foram reajustados.
      Para obtermos a taxa de juros real, deve-mos aplicar o capital à taxa de 38% e corrigir monetariamente o mesmo capital, usando o índice inflacionário do período. Feitos esses cálculos, basta realizar a comparação entre os valores, obtendo a taxa real de rendimento.

      Supondo um capital de R$ 100,00:

      Montante da aplicação referente à taxa de juros de 38%:

R$ 100,00 x 1,38 = R$ 138,00

      Montante da correção do índice inflacioná-rio correspondente a 11%:

R$ 100,00 x 1,15 = R$ 115,00

      Observe que o ganho real foi de R$ 23,00 em relação ao valor corrigido de acordo com o índice inflacionário. Portanto, a taxa real é dada pela razão:

23,00/115,00 = 0,20 = 20%

      A taxa real foi de 20%.
      Podemos obter a taxa real, a taxa aparente e a inflação, utilizando a seguinte expressão: 

1 + iA = (1 + iR) . (1 + iI)

      Sendo:
      iA (taxa aparente)

     iR (taxa real)

      iI (inflação)