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Uma Visão “GEOGRÁFICA” do novo “NOVO ENEM”

Postado em 19/07/18
Uma Visão “GEOGRÁFICA” do novo “NOVO ENEM”

“Temas clássicos da Geografia Física, Questão Ambiental, características da População e Meio Urbano, a questão agrária sempre farão parte do rol de temas levantados”.

       Nos últimos três exames nacionais do ensino médio, assistimos a uma tendência da banca examinadora em promover uma avaliação da área das ciências humanas com um “rosto”, um “perfi l”, muito bem delineado entre competências e habilidades. O formato da prova manteve uma coerência nas últimas provas, bem como o nível das abordagens. Provas bem estruturadas e pautadas pelo primor da relação entre textos, imagens, gráfi cos com comando e distratores. As argumentações foram claras, tal como a linguagem utilizada. Os textos bem escolhidos usam um grau de difi culdade nobre quanto ao emprego do vocabulário, mas mantêm-se totalmente fi el ao seu conteúdo acadêmico.

       Nossa aposta é na coerência em tratar deste exame com as mesmas linhas de pensamento e técnica desenvolvidas nas últimas provas, afi nal, não existe, à primeira vista, motivos para alterar um trabalho que se aprimorou com grande êxito nas últimas edições.

       As Ciências Humanas trabalham temas que transversalizam as diferentes disciplinas, como História e Geografi a, mas também não deixa de cobrar as questões denominadas “puras”. O que é do campo da Geografi a a este permaneceu sem deixar dúvidas nas suas abordagens. No entanto, o universo de temas a serem abordados está muito longe de ser esgotado, uma vez que o Novo Enem é um exame praticamente recém-nascido, com poucas provas aplicadas e questões em número bem limitado.

       Ano após ano, a variedade de temas vem se multiplicando, já que a dinâmica inerente a esta área de conhecimento se perfaz diariamente, mas é possível sinalizar, com certeza, que temas clássicos da Geografia Física, Questão Ambiental, características da População e Meio Urbano, além das tradicionais abordagens sobre a questão agrária e processos de desenvolvimento político e econômico através da história, sempre farão parte do rol de temas levantados. Não se viu nas edições anteriores uma prova tendenciosa a uma ou duas temáticas. A variedade na abordagem dos temas foi revelada em cada prova, repetindo um tema em duas questões, no máximo.

       Foi-se o tempo em que estudar para prova de Ciências Humanas era decorar nomes, datas e capitais, as provas de “exelência” dos exames de ingresso não fazem mais questões nesse formato. A tendência agora é explorar o contexto. Antes de qualquer interpelação, o candidato deve se lembrar que a prova exige conteúdo teórico em todas, absolutamente todas, as questões, afastando qualquer ideia de “chute”. Por isso, jamais menospreze as informações “savoir-faire” de cada módulo de estudo, quanto menos se “desplugue” dos temas cotidianos ligados a este bagagem teórica que se acumula desde o ensino fundamental. Porém, contextualizar estas informações e tratá-las como processos do conhecimento é de lei, sob a pena mais tradicional do candidato ler os distratores e enxergar dois ou três itens com igualdade assertiva. Sentimento comum na hora da leitura inicial da questão, mesmo entre os mais competentes candidatos.O que não é mistério para nenhum educando é uma bagagem de leitura que galga do cotidiano leigo ao acadêmico de base epistemológica.